Sobrevoando as linhas de Nazca

As linhas de Nazca são geoglifos localizados na costa peruana, mais especificadamente no deserto entre as cidades de Nazca e Palpa. As mais de 100 figuras e as milhares de linhas foram descobertas em 1927 e desde então intrigam a humanidade – não faltam teorias que tentem explicar a finalidade dos desenhos: calendário, cerimonias, agricultura e extraterrestres. Pesquisadores acreditam que as figuras são de 400 a.c – 500 d.c . Os tamanhos variam. Algumas, como o Cachorro, são pequenas e outras chegam a 300 metros de comprimento, um exemplo é o Alcatraz. Em 1994 a UNESCO declarou as linhas de Nazca como patrimônio cultural da humanidade.
Desde pequena tenho interesse pelas linhas de Nazca e os mistérios acerca deste tesouro arqueológico. Poder sobrevoar as linhas foi uma das coisas mais emocionantes da minha vida. Continuar lendo

O museu da múmia Juanita

Também chamada de A Donzela de Gelo, a famosa múmia foi encontrada em 1995 no topo do vulcão Ampato, localizado a pouco menos de 100 km de Arequipa, Peru. Juanita (nome dado à ela pelos homens que tiraram-na do gelo) foi uma garota inca, sacrificada, como oferenda aos deuses, em seus 12 ou 14 anos de idade, durante um ritual no alto do vulcão. Ela foi enterrada ao lado de diversos objetos da cultura inca e ficou presa no gelo por 500 anos, em um pico de 6.310 m de altitude. Continuar lendo

A surpresa no Vale del Colca

O relógio já marcava pouco mais de oito horas na pequena pousada do Vale del Colca quando me arrumei para ir à simples recepção onde serviam o jantar. Coloquei a calça jeans (foi um grande erro ter levado só ela), a manga comprida e o meu inseparável casaco corta-vento azul. Tirei o celular do carregador e chequei se tudo estava certo no quarto. Peguei o cachecol, a luva e o gorro. Apaguei as luzes e coloquei a mão na maçaneta. Abri a porta. Sai do chalé e senti aquele gelado vento cortante que bateu em mim. Fiquei parada em frente à porta do quarto, que dava para um espaço circular rodeado por mais portinhas de chalés, pois alguma coisa por lá chamou a minha atenção. Algo naquela noite estava diferente das demais que já havia vivido. O ar cheirava a algo novo e nunca experimentado antes. Então, por algum motivo, entenda, eu realmente não sei o porquê, resolvi olhar para cima. Quando levantei a cabeça, me assustei. Eu nunca tinha visto um céu como aquele.  Pude colocar meus olhos naquele fundo extremamente preto, todo respingado de pontinhos brancos e brilhantes, não esquecendo a Lua, claro. Foi pavoroso! Continuar lendo

Machu Picchu : a primeira vez a gente nunca esquece

Poder conhecer uma das sete maravilhas do mundo foi algo assustadoramente I N C R Í V E L que aconteceu na minha vida, e o mais legal é que pude ter essa experiência maravilhosa com a minha família.

Eu acredito que falar de Machu Picchu é uma das coisas mais difíceis a se fazer, pois parece que mesmo usando mil palavras, nenhuma descreve como é estar naquele lugar para contemplar a “Cidade perdida dos Incas”. Mas, uma coisa é certa: impressiona a todos, inclusive aqueles mais chatos, que não curtem conhecer sítios arqueológicos ou “coisa velha”. Continuar lendo