Machu Picchu : a primeira vez a gente nunca esquece

Poder conhecer uma das sete maravilhas do mundo foi algo assustadoramente I N C R Í V E L que aconteceu na minha vida, e o mais legal é que pude ter essa experiência maravilhosa com a minha família.

Eu acredito que falar de Machu Picchu é uma das coisas mais difíceis a se fazer, pois parece que mesmo usando mil palavras, nenhuma descreve como é estar naquele lugar para contemplar a “Cidade perdida dos Incas”. Mas, uma coisa é certa: impressiona a todos, inclusive aqueles mais chatos, que não curtem conhecer sítios arqueológicos ou “coisa velha”.

Rumo a Machu Picchu (relato da viagem de Cusco até Aguas Calientes):

Cusco -> Vale Sagrado -> Aguas Calientes -> Machu Picchu

Saímos de Cusco, de carro, e iniciamos a viagem até o Vale Sagrado (região cortada pelo rio Urubamba e rica em ruínas Incas), onde passamos uma noite antes de pegar o trem para Aguas Calientes, acesso para Machu Picchu. Deixamos as malas de viagem no hotel em Cusco e levamos mochilas (uma por pessoa) para os dias que passamos “fora” (uma noite no Vale Sagrado e outra em Aguas Calientes).

Durante o trajeto, fizemos várias paradas para contemplar as lindas paisagens peruanas, além de parar em um santuário de animais (Ccochahuasi – resgatam animais como araras, condor, lhamas, alpacas, vicunhas, pumas, etc.) e na vila de Pisac (mercado de artesanato – os preços mais baixos de toda a viagem).  No fim do dia, chegamos ao Vale Sagrado – onde fomos conhecer as ruínas de Ollantaytambo. Dormimos na vila de Yucay, a estação de trem de Ollantaytambo fica há 40 minutos (quanto mais próximo à estação, mais cara é a hospedaria).

De manhã, bem cedo, fomos para a estação, já lotada, de Ollantaytambo.  Pegamos o trem Vistadome, da Perúrail, para uma viagem de três horas pelo vale Urubamba. O percurso não é o mais caro, há trens mais luxuosos que saem de Cusco para Aguas Calientes. O Vistadome tem as laterais e o teto de vidro, logo é perfeito para apreciar a paisagem – é impressionante como ela muda, começa árida e termina com a Amazônia peruana. O passeio possibilita lindas fotos.  Mas, por ser um trem para visualizar paisagens, o percurso é lento, incluindo algumas paradas (não são para descer, apenas para fotografar de dentro mesmo).

Só para constar, Aguas Calientes é uma cidade extremamente pequena que funciona por conta do turismo – há vários hotéis/hostels e restaurantes/bares, também tem uma feira de artesanato, fica em frente à entrada da estação, mas os produtos são caros.

Rua de Aguas Calientes
Rua de Aguas Calientes

Chegamos à estação de Aguas Calientes umas 9h. Fomos bem rápido para o hotel e largamos as mochilas (subimos em Machu Picchu com uma só – protetor solar e muita água são indispensáveis) para pegar a fila do ônibus que sobe a montanha até a cidade Inca. A propósito, apesar de a fila ser gigante, ela anda rápido. E, mesmo ficar de pé esperando chega a ser algo legal, pois você vê o sorriso e a ansiedade estampados na cara de todo mundo.

Então, chega aquele momento de entrar no ônibus, ansiedade a mil. Está chegando a hora de ver Machu Picchu.

Os ônibus que sobem a montanha não são dos mais espaçosos, mas até que são confortáveis ( e não estão “caindo aos pedaços”). O trajeto dura 20/25 minutos. A estrada é bem acidentada e faz um “zigue zague” na encosta da montanha, durante vários momentos (praticamente todos) ficamos na beira do precipício. E, é o mesmo percurso de ida e volta – em vários instantes o ônibus que você está dá ré para outro passar. Sim, às vezes bate um medinho. Mas, vale muito a pena, principalmente quando, da janela do ônibus, você começa a ver as ruínas de Machu Picchu lá no alto.

Finalmente, o ônibus para em frente à entrada (lotada de gente) e você entra na fila para conhecer uma das sete maravilhas do mundo. Agora, o percurso, ou melhor, a subida é a pé. Por mais 10/15 minutos (o tempo depende da pessoa) subimos, em trilhas também acidentadas e na beira do penhasco, até o ponto em que se vê certa “muvuca”. Havíamos chegado a um lugar em que é possível tirar aquela famosa fotografia. A vista é de tirar o fôlego. É emocionante ver as ruínas de Machu Picchu com Huayna Picchu ao fundo pela primeira vez.

Uma dica: não se afobe e pare nesse primeiro ponto. Se você subir mais um pouquinho, a vista vai ser mais espetacular ainda e os locais são um pouco menos movimentados, pois todo mundo para logo na primeira oportunidade. Outra coisa, antes de descer para as ruínas e conhecer a propriedade Inca, sente em algum lugar com uma boa vista e fique o tempo que você quiser só apreciando, não tem nada melhor!

Na entrada há mapas, em inglês e espanhol, para facilitar a locomoção e o que não falta são guias oferecendo seu serviço. Se você quer aprender mais sobre Machu Picchu e quiser saber o que era cada ruína (a finalidade, quem usava, como pode ter sido construído, etc.), vale a pena adentrar a cidadela com um guia.

O fato da cidade de pedra (elas são encaixadas umas nas outras), em ótimo estado, estar no topo de uma montanha, no meio do mato e a uma altitude de 2.350m, a torna mágica. Ninguém sabe qual o propósito do lugar, nem como foi construído, mas quando se está lá não importa, cada um “tira” suas próprias conclusões.

Machu Picchu,com Huayna Picchu ao fundo
Machu Picchu,com Huayna Picchu ao fundo
P1040537 - Cópia
Entrando na cidadela
P1040660 - Cópia
Lhama e templo do Sol ao fundo

Lugares indispensáveis em Machu Picchu

  • Intihuatana;
  • Praça Sagrada;
  • Templo do Sol;
  • Templo do Condor;
  • Ponte Inca;
  • Porta do Sol;
  • Huayna Picchu (é possível subir na montanha e ver as ruínas de outro ângulo);
  • Lhamas na Praça Principal;

Como ir?

  • Trem – saindo de Cusco ou de Ollantaytambo para Aguas Calientes. Os trens saem sempre. Há opções baratas (trem Mochileiro), medianas (Vistadome) e mais caras (Hiram Bingham).
  • Trilha Inca – esse é o modo mais legal de ir a Machu Picchu. A estrada, é a mais bem preservada das rodovias Incas, liga Machu Picchu ao Vale Sagrado – passa por mais de 30 sítios. O trajeto, a pé, dura quatro dias. Não é recomendado usar a trilha de Dezembro a Abril, por conta das fortes chuvas.

Curiosidades:

  • No solstício de Inverno (21 de Junho), a luz/sombra que bate em Huayna Picchu faz com que a montanha ganhe a forma de uma cabeça humana (o Inca). Na verdade, é possível ver a cabeça Inca em qualquer época do ano, mas durante o solstício a visão é melhor.
  • A “Cabeça do Inca” está estampada na nota de 10 soles (moeda peruana).
  • As ruínas estão a uma altitude de 2.350m.
  • Mesmo no inverno o protetor solar é indispensável, pois o sol que bate é muito forte.
Cabeça do Inca
Cabeça do Inca

Giovana Meneguin

08/09/2014

* fotos: arquivo pessoal

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Fotografia: Lhamas

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8 comentários sobre “Machu Picchu : a primeira vez a gente nunca esquece

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